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O potencial econômico da devastação da Amazônia PDF Imprimir E-mail
Escrito por Guilherme Santana   
Sex, 18 de Maio de 2012 21:03

Quando se pensa na Amazônia, a primeira imagem que surge na cabeça é a de uma grande floresta localizada no estado que carrega o nome semelhante ao da maior selva do mundo. Porém, o que muitos acabam por não saber é que a floresta amazônica se encontra em nove estados brasileiros, e que a maior parte de sua população vive em áreas urbanas.
Só na região Norte, que tem a maior taxa de desmatamento, o estereótipo de “povos da floresta” já é praticamente desmentido, devido ao fato de 70% de sua população viver no meio urbano. Entretanto, esses 30% restantes representam cerca de quatro milhões de pessoas que se relacionam diretamente com os recursos que a natureza lhes oferece para viver – mesmo que tal relação às vezes não ocorra de maneira saudável, quando muitos dos que praticam o desmatamento da floresta amazônica fazem parte dos próprios povos que nela vivem, tornando-se inviável dizer que o desmatamento não seja rentável para eles, uma vez que haja uma escassez de diversificação de atividades econômicas sustentáveis.
Segundo dados do IBGE, já foram devastados no mínimo 15% da vegetação original da Amazônia. E quando o desmatamento ocorre em determinada área, supõe-se que dela já não se possa esperar mais nada senão o reflorestamento. Porém, existem diversos estudos que propõem um novo direcionamento para a preservação da floresta, como o que foi escrito por Alfredo Kingo Oyama para o Instituto de Estudos Avançados da USP: “Amazônia: como aproveitar os benefícios da destruição?”.
Propostas da revitalização amazônica
Em um trecho do texto, o autor diz que “a não ser a civilização indígena que viveu na época pré-colombiana, todos os sistemas são insustentáveis”. Assim, Alfredo K. refere-se a teoria de que o melhor modelo de desenvolvimento para a Amazônia é aquele em que há um desenvolvimento sem crescimento. Supõe-se assim, que há um limite de atividade econômica igualmente saudável para a floresta e seus povos que, se gerenciadas de forma correta, as ocupações econômicas de cada individuo serviriam como barreira para a destruição da Amazônia - a partir do momento em que o desmatamento perdesse sua atratividade perante os novos negócios de caráter sustentável.
Em seu estudo, Alfredo Kingo enumera as diversas vocações da floresta Amazônica. Dentre elas, podemos citar o extrativismo, o reflorestamento para produção de madeiras nobres, os pequenos pastos, além da agricultura familiar e a de médio a grande porte – afinal, os povos amazônicos também demandam por carne, leite e diversos alimentos para consumo próprio. Dessa forma, as atividades econômicas realizadas nos locais devastados iriam promover a conservação da área por seu uso, impedindo que a fronteira do desmatamento se alastre horizontalmente, além de impedir o surgimento de novos focos de desmatamento.
As oportunidades de riqueza sustentável comprovam que a Amazônia rende mais riqueza quando conservado, do que quando destruída. Prova disso é a atividade extrativa do pau-rosa, cujo valor das exportações é estimado em dezesseis milhões de dólares caso houvesse investimento nessa área. Já o látex que o Brasil exportou entre 1992 e 2003 somaram 1,2 bilhão de dólares, porém, por falta de continuidade e exportação dos lucros para fora do âmbito amazônico, a produção da matéria-prima da borracha passou de 23 mil toneladas ao ano para pouco mais de quatro mil toneladas. E podemos citar ainda a formação de nichos de mercados para produtos originais, como o açaí, a pupunha, o muruci e diversos outros que, além de gerarem renda para as famílias envolvidas, iriam servir como fonte de subsistência nas áreas em que seriam cultivadas.
O viés é que tais reformas do manejo preservativo da floresta amazônica e os que vivem nela dependem da implementação de politicas públicas, e não governamentais, que seriam criados em prol do benefício continuo, e não pontual (com cunho político e partidário). Entretanto, a discussão do novo Código Florestal está ai para isso. Ainda é cedo para ver os efeitos do novo conjunto de leis que irão reger o futuro da Amazônia, mas elas devem estar em sintonia não apenas com a questão ambiental, mas com a questão da integração humana, que tem potencial para servir como força motriz da preservação.

 
Feirão da Casa Própria PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Alves   
Sex, 18 de Maio de 2012 18:24

Começa hoje, em São Paulo, a 8ª edição do Feirão da Casa Própria. O evento que é feito pela Caixa Econômica Federal visa divulgar o lançamento de imóveis populares, com base em financiamentos. Além de mostrar todas as novidades do mercado imobiliário.

 
Dia internacional dos Museus PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Alves   
Sex, 18 de Maio de 2012 16:04

Para celebrar a data que é comemorada nesta sexta-feira, projeto idealizado pela Secretaria de Estado da Cultura fez com que 13museus da capital e 4 no interior faz  museus abrirem as portas gratuitamente hoje.

 
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